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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Por que todos odeiam o LocStudio?

Bem, nem todos. Eu não odeio o LocStudio. Não é que eu seja a fã número um, com carteirinha de sócia e camiseta I ‘heart' LocStudio. Mantemos uma relação de respeito mútuo...o LocStudio e Eu. Eu e o Locstudio.

4.8 ou 6.11 ele sempre está lá quando eu preciso (quero dizer, tenho que desinstalar uma versão, instalar a outra e depois tem os QFEs da vida).

Ah, para quem não sabe o que é o LocStudio... é uma ferramenta da Microsoft para localização de software... da Microsoft.J Realmente, no começo, pode assustar um pouquinho, todos aqueles botões e recursos que você não sabe para que serve... e que você (Tradutor) vai continuar sem saber até o último dos seus dias...

No fundo, o LocStudio não passa de uma planilha “burguesinha, burguesinha” de Excel. Isso mesmo. Vai no cabeleireiro, no esteticista, malha o dia inteiro, pinta de artista....

Mas por trás dessa fachada é apenas uma planilha com source, target e às vezes um contexto aqui e ali na RID (nome do arquivo?) e nas instruções.

Não gostar do LocStudio é como não gostar de burguesinhas... vai ver você nunca realmente deu uma chance para a menina? É como avaliar um livro pela capa sem ao menos ler o prólogo. Então, dê uma chance para a burguesinha — ou melhor, para o LocStudio.

E existem vantagens. Claro, que existe! É uma ferramenta grátis enquanto tantas outras do mercado são (ou estão se tornando) pagas. As palavras repetidas são pagas como novas, e o conteúdo geralmente envolve aquela terminologia basicão que depois de um tempo você pode fazer com os olhos fechados (mas com o TRES* bem aberto. Sempre!)

A verdade, tchurma, é que dizer não para qualquer ferramenta no mundo da Localização pode ser o seu primeiro erro de tradução.

As ferramentas fazem parte do nosso dia a dia e podem e devem ser usadas a nosso favor. Um Localizer não pode ter ferramentas inimigas. Mas se tiver... bem, siga o ditado. Mantenha os seus amigos perto e os inimigos mais perto ainda. Se alguma ferramenta te assusta, não corra. Enfrente-a.

Saudações LocHousianas,
You-Know-Who (Ingrid Barbosa)

*TRES= Terminology Research Engine Portal
Ferramenta de pesquisa/glossário da Microsoft

Disclaimer: You Know Who é amiga das burguesinhas, já foi até madrinha de casamento de uma. E no fundo queria mesmo é ser uma burguesinha padrão. Aliás, ela tem horário marcado hoje no salão às 18:30. E pintou as unhas de vermelho esta semana (totalmente na moda!). Este texto não visa de forma alguma ofender as burguesinhas e sim apontar como certos preconceitos devem ser abolidos de nossa sociedade. Qualquer coincidência com a sua chefe, a chefe dos outros ou a pessoa entre o computador e a cadeira neste momento é puramente ficcional. Se você se sentiu ofendida com a referência às burguesinhas, imagina como o pobre do Locstudio se sente!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Se o refresco for de maracujá...

Eu não tomo refrigerante já faz anos...
Estou no meio de um alcoholicsabbatical...
Então o jeito é tomar refresco mesmo :o)
O que eu posso falar sobre QAs? Amor ou Ódio? Acho que está mais para nenhum nem outro...
E olha que eu tinha tudo para ficar traumatizada...
Há alguns anos atrás (mas nem tantos assim), quando eu ainda era uma estagiária dando meus primeiros passos no mundo da coordenação linguística, caí de paraquedas – não, nem isso... foi ataque camicase mesmo (also known as “Lilian vai a Londres”) - em um projeto que recebeu um BIG FAILED com umas das maiores e mais potentes planilhas de feedback de clientes que eu já recebi... dava para dar a volta ao mundo algumas vezes juntando todas aquelas entradas...
Exagero? Então tá... eu fiquei um pouco traumatizada na época, mas depois de anos de terapia posso ver um “entrar em contato” sem ter um ataque cardíaco. Só tenho umas pequenas convulsões...
O importante é que QAs em si não me assustam mais... a gente fica chateada quando o revisor vem que vem com tudo? Sim! A gente fica cansada e entediada de refutar um milhão de entradas que não fazem o menor sentido? Sim! A gente fica com vontade de xingar a mãe do juiz, do volante, do goleiro e a JABULANI? Sim!
Mas aí a gente respira, toma um refresquinho de maracujá e corre atrás do prejuízo para ganhar o jogo de virada. E se não der para fazer um gol aos 45 minutos do segundo tempo, respeita a vitória do adversário, mesmo que ele tenha cometido muita faltas e não saiba o significado de “fair play”.
Ah, mas o assunto não era bem esse, né? Bem, falo sobre a questão da imparcialidade depois -- ou não. Vai que os amigos A e B resolvem ler isto ou os concorrentes X e Y estão só espiando...
Saudações LocHousianas,
YouKnow Who (AKA Ingrid Barbosa)